Sem outros comentários, por agora, o que é curioso verificar das votações ocorridas contra o Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC), acabadas de ocorrer no Parlamento:
1. Todos os Partidos da Oposição apresentaram resoluções de rejeição.
2. Esses mesmos Partidos da Oposição requereram que as alíneas em que se decompunham as resoluções fossem votadas em separado.
3. Assim, todos votaram em todos nas alíneas de rejeição.
4. Todos votaram contra todos nas alíneas que preconizavam caminhos ou medidas.
Quer dizer:
a) Foi aprovado apenas o conteúdo negativo das resoluções dos vários Partidos.
b) Foi rejeitado todo o conteúdo propositivo das resoluções dos vários Partidos.
Portanto, sem comentários...
O Programa de Estabilidade e Crescimento, apresentado por Portugal junto das instâncias comunitárias da UE, decorre de uma obrigação como de uma necessidade.
Uma obrigação porque se trata de cumprir um tratado internacional de que Portugal é subscritor - o Pacto de Estabilidade e Crescimento, no âmbito da Zona Euro da União Europeia.
Uma necessidade porque as finanças do Estado e a economia nacional carecem da aplicação de uma estratégia de sanidade e de recuperação.
O PEC português tem de conseguir diminuir o défice público, diminuir a divida pública e relançar a economia, para o pós-crise, com o crescimento do produto e a diminuição do desemprego.
Importa fazê-lo num ciclo de curto prazo, de quatro anos (2010 - 2013), e com uma repartição justa dos pesos e contrapesos, dos esforços e apoios, a distribuir por famílias, empresas, e Estado.
Ou seja, Portugal não deve exigir a si próprio apenas alcançar os objectivos indiscutivelmente necessários - tem de se prescrever num quadro de justiça social.
. 39. PEC derrotado. Govern...
. 6. PEC